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Há mais vida para além da profissão – 3

Prossegue aqui a série pela qual assinalo o roteiro do que tento ser fora da profissão.

Comecei com aquela vertente da Cultura que se exprime pela Literatura [ver aqui], a lida e anotada, o que se concentra num blog a que chamei A Fantástica Livraria e nos blogs que dedico às escritoras e escritores a quem dedico um espaço próprio: Afonso Lopes VieiraLuiz Augusto Rebelo da SilvaMaria Ondina BragaClarice e Elisa Lispector Irene Lisboa.

Uma semana depois dei conta [aqui] do que, à falta de melhor forma de designar, convoquei como a escrita sobre «outras viagens, algumas a subterrâneos meus, essa mescla sincrética de pensamento e sentimentos em que tento encontrar-me no que possa ser realmente característica e não apenas circunstância acidental»

Enfim, ficará esta semana o que resta, espaços miúdos, avulsos e provisórios, por onde ficaram textos que talvez eu tenha recuperado para outros locais.

Exemplo, este aqui, a que chamei Passeio pelo Parque, que quis fossem «deambulações pelo mundo do pensamento», mas conheceu apenas quatro posts, tem remissões para ligações que hoje conduzem a nada e aguarda sem saber como continuará.

Exemplo também este outro aqui que, como se anunciasse um ser múltiplo se intitulou O Ser Fictício, ser que é «afinal o ser real, como o lado oculto da lua de que a face brilhante é a aparente»: começou em 2006, ficou interrompido em 2014.

Exemplo, enfim, este aqui, intitulado A Posta Restante, começado em 2005, interrompido em 2016 e que apenas conheceu um apontamento mais o ano passado por causa do que escrevi para o folheto de apresentação de uma peça de teatro sobre a “roda dos enjeitados”.

Iniciado em 2007, interrompido em 2018, pouquíssimo frequentado, este outro espaço aqui, chamado A Provisória Translação, albergou «fragmentos de vida, soltos», mas não encontro em mim apelo para para continuar, absorvido que foi por um outro aqui, cujo título é o meu nome, e que se tornou autobiográfico.

Enfim, deixando quanto foi circunstancial, há o espaço – que suponho possa ter ficado interrompido de vez, começado em 2005 e interrompido o ano passado – pelo qual expressava uma forma de intervenção cívica, e que denominei, tomando como nome o título de um livro de uma escritora tão minha querida, A Revolta das Palavras [ver aqui]

Além de tudo isto, há aquilo que tem sido um campo de investigação histórica, mas sobre isso, a seu tempo, surgirá menção para que se possa perceber a razão e a motivação.

O mesmo para o que foi a minha actividade como editor. A primeira faceta concentra-se hoje em um site, chamado 24Land [ver aqui], a segunda, tendo-se esgotado, perdeu o espaço virtual que ostentava o nome Labirinto de Letras, depois de um anterior empenhamento numa iniciativa editorial denominada O Mundo em Gavetas, esta para os meus próprios livros, aquela essencialmente para os livros alheios e, por isso, a infeliz insolvência da distribuidora evitou felizmente a minha, somados os prejuízos e acumuladas as sobras, tudo custeado com o fruto remunerado da minha profissão.

E há o que tem traduzido o esforço de escrita, para além da jurídica, a ficcional e no campo da investigação histórica. A seu tempo isso virá. E ficará encerrada a partilha do que tento ser. Na fotografia eu teria trinta e poucos anos, pena não haver outros tantos pela frente.

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